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Postado por Diego Ariel
Categoria: Traumatologia

Fratura da Coluna


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    A Coluna Vertebral, também conhecida como Espinha Dorsal, é uma das estruturas mais importantes do corpo. As fraturas da coluna vertebral são responsáveis por aproximadamente 6% de todas as fraturas, sendo os acidentes automobilísticos responsáveis por mais de 50% de todas as lesões da medula espinhal.

    A Coluna é composta por cerca de 33 vértebras, eventualmente 32 ou 34, que são conectadas por meio de articulações e ligamentos, com interposição entre cada vértebra dos discos intervertebrais (os mesmos que causam hérnia de disco).

    Anatomicamente, a coluna é dividida em 4 regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea.

 

Qual a função da coluna? A Coluna Vertebral tem a função de sustentação do peso corporal, de viabilidade e manutenção da postura ereta do tronco, de movimentação da cabeça, do tronco e da bacia, além de proteção da Medula Espinhal. A medula é uma estrutura alongada (cerca de 44 a 46 cm) que faz parte do Sistema Nervoso Central, encontrando-se dentro de um canal formado pela Coluna Vertebral. Na Medula, estão os neurônios que ajudam a controlar os músculos do corpo e levar as informações sensitivas para o cérebro.

    Para se ter uma ideia, nos pacientes com lesão da medula espinhal, a mortalidade geral durante a hospitalização inicial é de 17%. O custo médico estimado direto das lesões da medula espinhal fica entre 630.000- 970.000 dólares por pessoa, com um custo anual agregado estimado em 7.74 bilhões de dólares somente nos Estados Unidos.

 

Como ocorre a fratura da coluna? No adulto, quase sempre são decorrentes de traumas de grande energia, geralmente resultantes de acidentes automobilísticos, lesão por arma de fogo ou queda de alturas. Nas crianças, sempre se deve suspeitar de agressão. Já nos idosos, também merecem destaque as fraturas patológicas, que são aquelas que ocorrem devido a traumas banais, mas com o osso doente, como ocorre na osteoporose e nos tumores.

 

Quem tem maior risco de fraturar a coluna? Maior incidência em jovens, sendo 4 vezes mais comum no homem. Já nos idosos, existe um maior risco nas mulheres, principalmente nas portadoras de Osteoporose.

 

 

Quais os sintomas? Os sintomas vão depender muito do tipo, da localização, da gravidade da fratura e se alguma estrutura nervosa foi acometida. Geralmente, o sintoma mais comum é a dor na topografia da coluna. Muitas vezes, a dor é acompanhada de sinais como edema (inchaço), hematomas e até mesmo incapacidade funcional. Quando ocorre lesão de estruturas nervosa (como Medula Espinhal e nervos), podem estar presentes sintomas mais complexos, tais como dormência, perda da força de um ou mais membros, perda de controle dos esfíncteres (intestino e bexiga), paraplegia e, até mesmo, tetraplegia.

 

Como é feito o diagnóstico? Além da historia clínica e do exame físico, a utilização de alguns exames de imagens auxilia no diagnóstico e no planejamento da conduta terapêutica. A radiografia (RX) é o exame mais acessível e bastante utilizado como primeiro passo na investigação. A tomografia é útil para elucidar os casos duvidosos e para uma melhor avaliação do padrão de fratura. Já a ressonância magnética é um bom exame para avaliar estruturas conhecidas como “partes moles”, como ligamento, nervos e discos intervertebrais. Além disso, a ressonância ajuda a diferenciar uma fratura aguda de uma fratura crônica.

 

 

Todas as fraturas são iguais ou existe alguma mais grave do que as outras? As fraturas da coluna diferem entre si em termos de gravidade. Dentre os principais parâmetros, 4 se destacam para dizermos quão mais grave é a fratura. São eles:

1- Localização da fratura (cervical, torácica, lombar, sacral);

2- Morfologia da fratura;

3- Presença de lesão neurológica (como perda de movimento, perda de reflexos e perda do controle dos esfíncteres);

4- Presença de Modificadores, tais como lesão capsuloligamentar e herniação do disco intervertebral.

 

Como a morfologia da fratura é classificada? Apesar de cada fratura ser diferente de uma pessoa para a outra, muitas apresentam padrões semelhantes. Tais padrões permitem criarmos uma classificação que orienta os médicos na condução do tratamento. Além de orientar a conduta de cada caso, a classificação da fratura ajuda a predizer se a fratura é estável ou não, como nas classificações de Denis e de White e Punjabi. A morfologia da fratura ajuda ainda a inferir qual o mecanismo de trauma envolvido, sendo os principais tipos: as fraturas por compressão, as fraturas tipo explosão, as fraturas por flexão-distração e as fratura-luxação.

 

Como é feito o tratamento? O tratamento pode ser de duas formas: conservador (sem cirurgia) ou cirúrgico. A escolha do tipo de tratamento vai depender principalmente da gravidade e de alguns parâmetros, como os supracitados. 

 

Como é feito o Tratamento Conservador? O tratamento conservador geralmente é indicado quando não existe lesão neurológica e a fratura é estável. O tratamento pode ser feito desde o uso de medicação analgésica e repouso até o uso de imobilizadores, conhecidos como coletes.

 

 

Como é feito o Tratamento Cirúrgico? A indicação da cirurgia vai depender dos parâmetros de gravidades que já discutimos acima.  O objetivo é estabilizara coluna, impedindo que o dano piore. A estabilização pode ser feita através de muitas técnicas (artrodese anterior, posterior, combinada etc), utilizando os mais variados materiais cirúrgicos, como placas, parafusos e hastes. Em alguns casos, podem ser empregadas técnicas menos invasivas, como a fixação percutânea e a vertebroplastia. A escolha da técnica é indicada através do estudo caso a caso.

 

 

Para mais informações navegue em nosso Blog, entre em Contato ou converse com seu Ortopedista. 

 


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Comentários

  • Lariciaaureliano

    Oi cai de uma alturade 2 metros e meide altura rachei 2 vertebras da coluna L1L2 minha dúvida é Será que um dia poderei volta a fazer exercícios físicos?

    • Dr. Diego Ariel

      Ola  Laricia

      Se a sua lesão tiver sido só óssea, assim que o osso estiver recuperado sua vida segue normal. Apenas as lesões neurológicas é que podem deixar sequelas.  

  • Antonio Gustavo barroso

    Bom dia sofri acidente tive uma vértebra torácica com pequena compressão após acidente de moto não tive nenhuma perda ou dormência nas pernas ,fiz a cirurgia a uns 30 dias para estabilizar a vértebra é estou bem me recuperando a minha dúvida Seria se ainda posso praticar esportes normalmente ou minha coluna ficará mais frágil sou praticamente de motocros a 6 anos e meu grande medo e não poder mais praticar

    • Dr. Diego Ariel

      Olá Antônio.

      Se a consolidação de sua fratura ocorrer normalmente, tipicamente é possível retorno ao esporte. Contudo, vai depender muito do quão grave foi sua fratura... Um dado positivo é que não teve lesão neurológica, pelo que você comentou...

      Todavia, não tenho como dar uma opinião assertiva sem te ver... 

      Boa sorte...

  • Emerson Lima Santana

    Doutor me ajude pelo amor de Deus! Eu preciso de um esclarecimento sobre um devido tratamento para o meu pai q foi diagnosticado com uma certa deformidade em L2 ... Eu gostaria de um esclarecimento de um profissional ortopedista!

    • Dr. Diego Ariel

      Se eu puder ajudar, estou às ordens !!!

  • Fátima Guilger da Silva

    Eu cai dia 11de junho e fratureu a a vértebra 12 Já fisioterapia não consigo ficar sem tomar remédio para um dia vou ficar boa?

    • Dr. Diego Ariel

      Oi Fátima.

      Sem te examinar e ver seus exames, não posso dar a melhor conduta para seu caso... O tempo para consolidação do osso gira em torno de 2 meses... Mesmo depois de consolidado, é esperado que ocorram alterações como edema e dores de leve a moderada intensidade... Toda fratura de coluna necessita de bastantes cuidados... tenho paciente que levam até um ano para total reabilitação... mas como disse, não tenho como dar uma opinião assertiva sem te ver... se persistir sugiro procurar um ortopedista aí perto de você...

      Boa sorte...

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