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Postado por Diego Ariel
Categoria: Traumatologia

Fratura do Colo do Fêmur


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    O fêmur é o osso mais longo, volumoso e resistente do corpo humano. Localiza-se na coxa e está circundado pela maior massa muscular. O fêmur é anatomicamente dividido em 3 segmentos: Proximal (perto do quadril), Diáfise (meio da coxa) e Distal (perto do joelho).

    O fêmur proximal consiste em uma cabeça em formato globular afixada a um colo rígido, relacionando-se com duas proeminências ósseas: o trocânter maior e o trocânter menor. 

    As fraturas do colo são responsáveis por quase metade de todas as fraturas do fêmur proximal. A cada ano, são diagnosticadas aproximadamente 250.000 fraturas do fêmur proximal nos EUA. É uma fratura comum e extremamente debilitante no idoso, com grande grau de morbidade e potencial de mortalidade.

    A taxa de mortalidade associada às fraturas do fêmur proximal em idosos é alta, variando entre 12% e 37% em um ano após a fratura. O risco de morte é maior entre o segundo e o sexto mês depois da fratura.

    Quanto maior a idade do paciente, maiores as chances de morrer após fraturas do fêmur proximal. As taxas de óbito esperadas são maiores entre os homens, apesar de as fraturas do fêmur proximal serem mais frequentes em mulheres. 

 

Como ocorre a fratura do Colo do Fêmur? Observa-se uma incidência bimodal. A incidência em pacientes mais jovens é muito baixa e associada principalmente a mecanismos de alta energia, como acidentes automobilísticos ou quedas de grandes alturas. A grande maioria das fraturas de colo ocorre em idosos, com média etária de 72 anos, como resultado de quedas e mecanismos de baixa energia.

 

 

Quem tem maior risco de fraturar do Colo do Fêmur? Os fatores de risco incluem sexo feminino, raça branca, idade avançada, comorbidades, uso de tabaco/cigarro e álcool, fratura prévia, histórias de quedas e baixos níveis de estrogênio.

 

Quais os sintomas? Dor, edema (inchaço), deformidade e encurtamento do membro, além de incapacidade de ficar em pé. Em muitos casos, além do encurtamento do membro, o pé se apresenta rodado para fora.

 

Como é feito o diagnóstico? Além da história clínica e do exame físico, a utilização de alguns exames de imagens auxilia no diagnóstico e no planejamento da conduta terapêutica. A radiografia (RX) é o exame mais acessível e o mais utilizado para essa finalidade. A tomografia é útil para uma melhor avaliação do padrão de fratura. 

 

Todas as fraturas são iguais ou existe alguma mais grave do que as outras? As fraturas do colo dofêmur diferem entre si em termos de gravidade. Dentre os principais parâmetros, 3 se destacam para dizermos quão mais grave é a fratura. São eles:

1- Padrão da fratura;

2- Idade do paciente;

3- Presença de Comorbidades (coexistência de transtornos ou doenças), como osteoporose, tumor, pneumonia, diabetes, hipertensão, entre outros.

 

 

Como o padrão da fratura é classificado? Apesar de cada fratura ser diferente de uma pessoa para a outra, muitas apresentam padrões semelhantes. Tais padrões permitem criarmos uma classificação que orienta os médicos na condução do tratamento. Existem muitos sistemas de classificações, como o de Garden, Pauwells e AO. Basicamente, elas dividem as fraturas de acordo com o “traço” de fratura e com o grau de desvio, os quais são importantes preditores da estabilidade da fratura.  

 

Como é feito o tratamento? O tratamento pode ser de duas formas: conservador (sem cirurgia) ou cirúrgico. A escolha do tipo de tratamento vai depender principalmente da gravidade e de alguns parâmetros, como os que citamos acima. Contudo, são poucas as situações nas quais o tratamento sem cirurgia é indicado.

 

Como é feito o Tratamento Conservador? O tratamento conservador é considerado tratamento de exceção. Geralmente, é limitado a pacientes com alguma comorbidade muito grave que os impeça de se submeter à cirurgia. O tratamento conservador depende muito da cooperação do paciente e consiste basicamente no repouso e, em alguns casos, no uso de imobilizações. Ressaltamos novamente que só em casos de exceção o tratamento conservador é indicado, pois as taxas de mortalidade nos primeiros 30 dias podem ser 2,5 vezes maiores do que nos pacientes que se submeteram à cirurgia.

 

Como é feito o Tratamento Cirúrgico? Na imensa maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico. A técnica a ser utilizada vai depender dos parâmetros de gravidades que já discutimos. Dentre as principais técnicas empregadas, estão a utilização de placas e parafuso deslizante de quadril, a fixação interna com vários parafusos e a Artroplastia com prótese.

 

 

 

Quais as possíveis complicações? Infecção, Pseudartrose (“osso não cola”), perda da fixação, deformidade residual, necrose da cabeça do fêmur, Artrose (também conhecido como Osteoartrite), luxação, lesão neurovascular, Trombose, embolia, dentre outras.

 

Após a cirurgia, em quanto tempo retorno às minhas atividades? O retorno vai depender muito da gravidade da fratura, das lesões associadas e de qual técnica de tratamento foi utilizada. Logo após a cirurgia, é orientada a mobilização precoce, com carga conforme o tolerado pelo paciente. Geralmente, o retorno pode variar de 6 meses a 1 ano. Todavia, há casos mais graves e mais complexos os quais necessitam de mais tempo para a reabilitação completa.

 

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