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Postado por Diego Ariel
Categoria: Traumatologia

Fratura do Fêmur Distal


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    O fêmur é o osso mais longo, volumoso e resistente do corpo humano. Localiza-se na coxa e está circundado pela maior massa muscular. O fêmur é anatomicamente dividido em 3 segmentos: Proximal (perto do quadril), Diáfise (meio da coxa) e Distal (perto do joelho).

    O Fêmur Distal corresponde aproximadamente aos 10-15 centímetros finais do fêmur. O Fêmur distal se alarga para formar 2 os dois côndilos, medial e lateral. Eles são recobertos por cartilagem e se articulam com a patela e com a tíbia.

    Todo ano, a cada 100.000 pessoas, cerca de 10 sofrem fratura do fêmur. Desses, 7% correspondem a fraturas do fêmur distal.

 

Qual a função do Fêmur Distal? O fêmur é o osso mais importante dos membros inferiores na sustentação do peso. Esse osso é tão forte, que, em atividades normais do dia a dia, ele suporta forças de 3 a 4 vezes a do peso do corpo. O Fêmur Distal faz parte da articulação do joelho, e muitas estruturas importantes se inserem nele, como ligamentos e tendões. Ou seja, além de ajudar no suporte do peso, o fêmur é fundamental para a realização de muitos movimentos, desde uma simples caminhada até um salto complexo.

 

Como ocorre a fratura do Fêmur Distal? São decorrentes de forças em varo (perna inclinada para dentro), valgo (perna inclinada para fora) ou grande rotação, associada com uma carga axial, que gera forças de cisalhamento ou compressão

    No adulto, quase sempre são decorrentes de traumas de grande energia, geralmente resultantes de acidentes automobilísticos, lesão por arma de fogo ou queda de grandes alturas. Nas crianças, sempre se deve suspeitar de agressão. Já nos idosos, também merecem destaque as fraturas patológicas, que são aquelas que ocorrem devido a traumas banais, mas com o osso doente, como ocorre na osteoporose e nos tumores.

 

 

Quem tem maior risco de fraturar o Fêmur? Maior incidência em homens jovens entre 15 e 24 anos e nos idosos.

 

Quais os sintomas? Dor, edema (inchaço) e deformidade do joelho, além de incapacidade de apoiar o peso do corpo. A hemartrose (derrame articular) é um sinal bastante frequente. Já a presença de bolhas e a exposição óssea (fratura exposta) também podem estar presentes e inspiram maiores cuidados.

 

Se eu tiver uma fratura do Fêmur Distal, tenho chance de ter outras lesões associadas? Devido ao mecanismo da fratura do Fêmur Distal, é muito comum ocorrerem lesões associadas. Pode estar associada a fraturas do acetábulo, colo e diáfise do fêmur, platô e diáfise da tíbia. Lesões ligamentares do joelho ocorrem em 20% dos casos. Outras lesões possíveis são as nervosas e as arteriais.

 

Como é feito o diagnóstico? Além da historia clínica e do exame físico, a utilização de alguns exames de imagens auxilia no diagnóstico e no planejamento da conduta terapêutica. A radiografia (RX) é o exame mais acessível e o mais utilizado para essa finalidade. A tomografia é muito útil para uma melhor avaliação do padrão de fratura. Já a ressonância, menos utilizada nos casos de fratura, ajuda na suspeita de lesões de partes moles, meniscos e ligamentos. Arteriografia e angiotomografia são úteis nas suspeitas de lesão arterial. 

 

 

Todas as fraturas são iguais ou existe alguma mais grave do que outras? As fraturas do Fêmur Distal diferem entre si em termos de gravidade. Dentre os principais parâmetros, 3 se destacam para dizermos quão mais grave é a fratura. São eles:

1- Fraturas expostas ou grave lesão de partes moles (pele, músculos, ligamentos, tendões etc);

2- Lesões associadas (como nos acidentes automobilísticos nos quais, além do fêmur, os pacientes fraturam múltiplos ossos);

3- Padrão da fratura.

 

Como o padrão da fratura é classificado? Apesar de cada fratura ser diferente de uma pessoa para a outra, muitas apresentam padrões semelhantes. Tais padrões permitem criarmos uma classificação que orienta os médicos na condução do tratamento. Existem muitas classificações, sendo a feita pelo grupo AO a mais conhecida, que basicamente divide as fraturas de acordo com a energia/mecanismo do trauma e de acordo com o “traço” de fratura. 

 

 

Como é feito o tratamento? O tratamento pode ser de duas formas: conservador (sem cirurgia) ou cirúrgico. A escolha do tipo de tratamento vai depender principalmente da gravidade e de alguns parâmetros, como os que citamos acima. Contudo, são poucas as situações nas quais o tratamento sem cirurgia é indicado.

 

Como é feito o Tratamento Conservador? O tratamento conservador geralmente é indicado em fraturas com pouco desvio, fratura fechada, sem síndrome compartimental e sem lesão vascular. Geralmente, é limitado a adultos com alguma comorbidade que o impeça de se submeter à cirurgia. Outra indicação é nas crianças mais novas, geralmente abaixo dos 6 anos de idade. O tratamento conservador depende muito da cooperação do paciente e consiste basicamente no uso de órtese (na maioria das vezes feitas de gesso) e na restrições de carga. 

 

Como é feito o Tratamento Cirúrgico? Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico. A técnica a ser utilizada vai depender dos parâmetros de gravidades que já discutimos. Dependendo do tipo de fratura, pode ser necessária mais de uma cirurgia. Por exemplo, nas fraturas expostas e nas fechadas de alta energia, o fixador externo é uma conduta bastante útil no tratamento inicial. Nas situações de síndrome compartimental, é mandatória a realização de uma fasciotomia (procedimento para aliviar a pressão dentro da coxa). Nos casos de lesão vascular, o reparo da artéria deve ser realizado. Dentre as principais técnicas empregadas, estão a utilização de placas, fixadores externos e hastes.

 

Quais as possíveis complicações? Rigidez do joelho (joelho duro), infecção, síndrome compartimental, Pseudartrose (“osso não cola”), deformidade residual, necrose, Artrose (também conhecido como Osteoartrite), lesão neurovascular, Trombose, embolia, dentre outras.

 

 

Após a cirurgia, em quanto tempo retorno às minhas atividades? Logo após a cirurgia, o paciente já inicia a reabilitação fisioterápica. O plano de reabilitação é individualizado de paciente para paciente, pois depende da gravidade da fratura e das lesões associadas. Em média, o paciente, após a cirurgia, já pode mobilizar o joelho, todavia sem poder apoiar o membro fraturado no chão. Geralmente, a carga é liberada entre 8 a 12 semanas. Contudo, o retorno às atividades é muito variável, podendo ocorrer em 6 meses ou podendo demorar mais de 1 ano, nos casos graves.

 

Para mais informações navegue em nosso Blog, entre em Contato ou converse com seu Ortopedista. 

 


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Comentários

  • LUIZ FERNANDO RODRIGUES

    Bom dia doutor gostaria de uma.segunda opinião... tive um acidente de moto onde quebrei o fermur distal gerando uma fratura exposta ( coloquei haste) de brinde ganhei uma lesão do joelho de menisco com lesão alça de balde, rompimento ligamento cruzado e lateral e algumas lesoes no bíceps femoral e tendão patelar.. faz um mês e 10 dias do acidente e comecei a fisioterapia, ando de muletas e consigo já colocar a perna como carga.. porém a minha maior dificuldade esta na dobra do.joelho onde não consigo dobrar.. apenas uns 80 porcento.. ele vai e trava.. mesmo com a fisioterapia não vejo evolução na amplitude... já outros exercícios como.levantar a perna e alguns para coxa e panturrilha faço sem problemas.. minha pergunta é que meu médico falou que preciso recuperar o fermur primeiro para poder fazer a cirugia dos ligamentos mais tarde.. confesso que estou frustrado por não conseguir dobrar o joelho.. se forçar corro o risco de piorar a lesão do menisco e lca?? obrigado doutor!

    • Dr. Diego Ariel

      Ola Luiz

      Seu medico tem razão quando menciona que você precisa se recuperar da fratura de femur para poder fazer os ligamentos, o motivo é que os ligamentos são inseridos no osso, portanto, o mesmo deve estar “integro” para receber a fixação do ligamento. Os movimentos do joelho você vai recuperar depois da reconstrução ligamentar e muita fisioterapia. Não force seu joelho, sem o ligamento reconstituido você corre o risco de danificar ainda mais o que ja não esta bom. Boa sorte  

  • Marcio Pucciarelli

    Boa noite Dr, tive essa fratura distital nao exposta C3,foi imobilizado a parte de baixo tbm com com o conjunto de hastes,a parte de baixo foi retirado de 07/07/18 ate 08/10/19,a parte do femur com a C3 era pra tirar11/02/2020 com a pandemia não foi possivel,existe algum exercicio que eu possa fazer,pois estava usando cadeira de rodas e qdo usei as muletas inflamaram todos os pinos,e tive que voltar pra cadeira de rodas.agradeço.

    • Dr. Diego Ariel

      Ola Marcio

      O que você pode e deve fazer é fortalecer seu quadríceps, preferentemente acompanhado com fisioterapeuta. Boa sorte 

  • Luana Guedes

    Ola Dr. A minha fratura foi a B2, faz cerca de 90 dias da cirurgia. Ja ando sem muletas e nao sinto dores, i joelho dobra um pouco mais de 90 graus. Porem ainda ando mancando e o joelho inchado. É normal isso? Ou deveria estar mais evoluida?

    • Dr. Diego Ariel

      Ola Luana

      O processo de formação do calo ósseo costuma acontecer entre dois e três meses após o trauma, depois desse período vem a fase de remodelação que gira em torno de seis meses a um ano, dentro desse espaço de tempo as outras estruturas lesadas, nervos, ligamentos, pele, sistema circulatório  estão se recuperando também, por isso você apresenta esse edema. A fisioterapia ajuda na reabilitação, agora é foco, força e paciência. Boa sorte    

  • Vinícius Barbosa de Andrade

    Olá doutor, meu caso foi uma fratura fechada na diáfise do fêmur, coloquei uma haste intramedular, iniciei a fisioterapia, sinto o joelho doer e o quadril também. A minha dúvida é a seguinte, no início é normal sentir que a perna operada está um pouco maior? Estou ainda com muletas e uma contratura muscular próxima ao joelho... Com o tempo, tudo correndo bem, essa impressão de perna maior passa?

    • Dr. Diego Ariel

      Ola Vinicius

      Para avaliar evolução do tratamento ortopédico é necessário sabermos o tempo de fratura e do inicio do tratamento, de qualquer maneira, a haste é colocada para que se coloque carga na perna fraturada o mais precocemente possível. A fisioterapia ajuda na recuperação dos movimentos e na melhora da amplidão da flexão e extensão articular, como também melhora o edema (inchaço) que se forma. O processo fisioterapêutico, inicialmente, é doloroso, dor essa que melhora com a evolução. O tempo coloca tudo no lugar e você vai voltar a sentir seu corpo como uma unidade. Boa sorte 

  • Daniel

    Boa noite Fraturei o fêmur distal da forma B2, ja faz 50 dias que fiz a cirurgia mais ainda nao desinchou e nem voltou a mobilidade normal nao abre 100% nem fecha mais que 90graus. Eu ja comsigo pisar e nao doi mais com qual tempo vai desinchar e posso volta a andar sem muletas ?

    • Dr. Diego Ariel

      Ola Daniel

      A recuperação desse tipo de fratura gira em torno de 6 meses a um ano. Claro que isso é uma estimativa que depende de inúmeros fatores: disciplina para a fisioterapia, capacidade de recuperação do organismo, entre outros. A movimentação ajuda na circulação sanguínea e drenagem linfática, ou seja, você precisa investir na fisioterapia para melhorar a sua mobilidade. A fisioterapia ajuda na recuperação dos movimentos e na melhora da amplidão da flexão e extensão articular, como também melhora o edema (inchaço) que se forma. O osso precisa sofrer a pressão dos músculos para ser estimulado, ou seja você precisa se movimentar e pisar para seu osso se recuperar, mas faça isso sob supervisão, a fisioterapia vai lhe orientar a quantidade de carga e a evolução dela, Agora é foco e força. Desejo-lhe uma boa recuperação 

  • Luiz Fernando

    Olá, tive uma fratura do tipo B3, mas devido a demora em se fazer a cirurgia minha perna acabou enclinando para dentro e o osso colou, quanto consegui fazer finalmente a cirurgia o osso foi quebrado para tentar corrigir o ângulo, mas ainda assim minha perna ficou um pouco enclinada para dentro, gostaria de saber se ainda tem alguma forma de corrigir a enclinação da minha perna com algum procedimento? Obrigado.

    • Dr. Diego Ariel

      Oi Luiz Fernando

      A única forma de corrigir esse desvio que você relata é cirurgicamente. Se seu osso já esta consolidado, você teria que fazer a mesma cirurgia que fez, tendo que fraturar o osso durante o ato cirúrgico e corrigir o ângulo da perna. Se seu problema não for ósseo, se for capsular ou um encurtamento muscular , ha chances de melhora com a fisioterapia. Espero ter ajudado 

  • Haleson Rafael Moreira de Araujo

    Bom dia Dr°. Eu tomei um tiro na perna direota no dia 07/02/2020, onde veio a ocasionar uma fratus exposta do fêmur (A3). No mesmo dia fui operado e colocado os fixadores externos, para estabilizar a fratura. No fia 13/02/2020, fui operado novamente, com a colocação de uma placa em ponte. 1 Hoje faz 101 dias de operado, faço fisioterapia a 60 dias 5 vezes na semana, mesmo assim continuo sofrendo com dores 24h, e com extrema dificuldade para encostar o pé no chão. O unico movomento de consigo fazer sozinho mas com muita dor no joelho, e o movimento de flexionar e esticar a perna. Deitado de barriha para cima, fazer esse movimenro de barriga para baixo eu preciso de ajuda para esticar a perna. Os demos movomentos so com auxílio, abrir e fechar, lenantar a perna. Fiz uma TC com 80 dias de operado e nao tinha nenhuma evidencia de calo osseo. Estou preocupado de ter alguma lesão em outros tecidos, como tendões, nervos, musculos ou ligamento. Ja estoi sem esperancas, sinto dor 24h por dia. Estou tomando tramadol, deocil e dipirona de 1g para dor e pregabalina para dor nos ligamentos. Eu sinto alivio no periodo de ação das medicações mas as dores não param nem por 1seg. Por favor, me da uma direção. Oque devo fazer? E normal? Devo trocar de medico?

    • Dr. Diego Ariel

      Oi Haleson

      Lesões por arma de fogo são consideradas traumas de grande energia. Além da fratura, tipicamente ocorre lesões de outras estruturas, como músculo, tendões e nervos... Primeira coisa é ver direitinho se não ocorreu lesão de uma dessas estruturas, para proceder com o tratamento... Outra coisa possível é intensificar na fisioterapia e aumentar as medicações analgésicas...

      Boa sorte.

  • José Marcos da Silva

    Boa tarde doutor eu sofri um acidente de moto dia 2 de outubro do ano passado foi feito o procedimento cirúrgico no fêmur distal e na tíbia e na fibra já está com 3 meses já fiz o segundo retorno e o meu ortopedista disse que eu já posso ir soltando as muletas mas sinto muito dificuldade por que sinto dores e o meu joelho tá muito inchado ainda e sinto rigidez no meu joelho já comecei a fisioterapia eu pergunto esse inchaço é normal com o tempo vai com o tempo vai passar e o meu joelho vai ficar normal de novo?

    • Dr. Diego Ariel

      Oi José.

      Sem te examinar e ver seus exames dele, não posso dar a melhor conduta para seu caso... 

      Quanto mais grave a fratura, mais tempo demora para o retorno às atividades cotidianas... O inchaço (edema) e as dores são frequentes em fraturas .

      Como já tinha dito, não tem como prever seu retorno à normalidade sem te ver nem examinar...

      Boa sorte...

  • Victor Luque

    Tive um acidente de moto a cerca de 7 semana e faço fisioterapia desde a cirurgia. Minha fratura foi a B1 ou B2 (lado de fora do joelho). Para dobrar dói muito mas já consigo chega aos 90 graus na fisioterapia. Gostaria de saber se é normal a dor no local do parafuso quando forço para dobrar ou aperto com o dedo. Sinto também que no dia seguinte da físio meu joelho atrofia um pouco do ângulo que consegui chegar. Sinto que é uma briga de dois passos pra frente é um pra traz , toda sessão esse sentimento.

    • Dr. Diego Ariel

      Oi Victor.

      Sem te examinar e ver seus exames, não posso dar a melhor conduta para seu caso... 

      O osso leva cerca de 2 meses para consolidar, e mesmo depois de consolidado ele pode evoluir com algumas complicações, como dores... tipicamente essas alterações melhoram com o tempo e com a reabilitação fisioterápica...  

      Toda fratura articular é grave, principalmente no joelho. Mesmo que sua cirurgia tenha sido perfeita, demora um tempo para reabilitar. Tem paciente que demora até 6 meses ou mesmo mais de 1 ano em casos específicos...

      Se está achando muito lento a recuperação, retorne a seu ortopedista para conversar com ele...

      Mas como disse, não tenho como dar uma opinião assertiva sem te ver... 

      Boa sorte...

  • Thiago

    Boa Tarde! Sofri um acidente de moto e tive uma fratura B1 ou B2 seria na lateral do lado esquerdo, fazem 4 meses e ainda espero pela vaga na fisioterapia pelo SUS, corro algum risco de sequelas por não ter feito à Fisio ainda ? Já ando com alguma dificuldade (mancando) pois não consigo dar a passada, tenho medo de não conseguir correr mais, tem este risco? Obrigado desde já!

    • Dr. Diego Ariel

      Oi Thiago...

      Quanto mais tempo demorar para iniciar a fisio, mais dificil será retornar às atividades normais... não que seja impossível... mas é bem mais difícil...

  • Daiane

    Uma fratura no estilo dessa imagem C3 para por tem como colocar a endoprótese?

    • Dr. Diego Ariel

      Bom dia Daiane...  

      Excelente pergunta.  

      A fratura C3 é umas das mais graves, principalmente pelo fato de ela acometer a articulação. Sim é possível, contudo, uma artroplastia (cirurgia para colocar prótese) é reservada para último caso. Geralmente tentamos o primeiro o tratamento Cirúrgico (com placas, parafusos, hastes...) ou Conservador, de acordo com cada caso.    

      Caso o paciente não responda bem a esse tratamento e evolua com Osteoartrite, a famosa artrose (desgaste da articulação), a prótese é uma boa solução ....  

      Só lembrando, quando mais velho o paciente for, melhor... pois prótese tem vida útil e eventualmente precisa ser trocada...

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