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Postado por Diego Ariel
Categoria: Doenças do Joelho

Menisco


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    Os Meniscos são estruturas de tecido conjuntivo, composto por 70% de água e o restante de fibras colágenas (maioria tipo I). Em cada joelho possuímos 2 meniscos, o medial e o lateral. Eles são estruturas em forma de meia lua e ficam em cima da tíbia (osso da perna). 

    O menisco medial possui uma forma de “C”, medindo 3,5cm de comprimento, mais largo na região posterior, e dividido em 5 regiões: Raiz anterior, Corno anterior, Corpo, Corno posterior e Raiz posterior. O menisco lateral é mais circular e recobre uma área bem maior da articulação que o medial (apesar de ser menor em tamanho). Assim como o medial, o menisco lateral tem 5 regiões: Raiz anterior, Corno anterior, Corpo, Corno posterior e Raiz posterior. 

     Além de ser dividido em regiões, cada menisco é dividido em 3 zonas: “vermelha” (a mais periférica e tem maior potencial de cicatrização), “vermelha-branca” (transição) e “branca” (central e mais difícil de cicatrizar).

 

Qual a função dos Meniscos? Eles agem como coxins amortecedores, estabilizadores absorventes de choques e facilitam a lubrificação do joelho. 

 

Como ocorre a lesão dos Meniscos? A lesão ocorre por trauma rotacional, com o pé apoiado ao solo. Outro mecanismo é o de rotação do corpo sobre o pé com o joelho hiperfletido (muito dobrado). Também pode ocorrer depois de ficar agachado e passar para a posição ereta subitamente (como acontece nos idosos depois que levantam de um sofá ou vaso sanitário baixo).

 

 

Quem tem maior risco de lesionar os Meniscos? São mais comuns em pacientes jovens e relacionadas ao esporte, sendo 3 vezes mais comum no menisco medial de que no lateral. Em pacientes mais velhos o mais comum é a ocorrência de lesões traumáticas degenerativas. Na criança a lesão é rara, estando relacionada com menisco discoide, que deve ser tratado quando sintomático.

 

 

Quais os sintomas? A dor e o inchaço no joelho são os principais. Em muitos casos ocorre o derrame articular (água no joelho). Esse derrame, na maioria das vezes é tardio. Depois ocorrem crises com intervalos assintomáticos. Geralmente não há estalo (barulho típico que pode ocorrer em lesão de LCA). Lesões em alça de balde (quando um pedaço vai para o meio do joelho) podem bloquear a mobilidade do joelho. Entretanto a mobilidade do joelho é normal na maioria dos casos.

 

Como é feito o diagnóstico? Só com a historia e o exame físico do paciente dá para se chegar ao diagnóstico na grande parte dos casos. No entanto, a Ressonância Magnética tem um papel importante. Além de ajudar no planejamento cirúrgico, a ressonância ajuda a confirmar a lesão dos Meniscos e ainda é capaz de auxiliar no diagnóstico de outras lesões associadas, como lesão dos ligamentos e da cartilagem. Idealmente, a ressonância deve ser evitada na primeira semana da lesão, pois devido à inflamação, o exame fica com muitas interferências. 

 

 

Como é feito o Tratamento? A escolha do tratamento depende de alguns fatores, tais como: se a lesão é Sintomático, a Idade do paciente, o Tempo de lesão, a Localização (zona), Tipo de Lesão, e se existem Lesões associadas. O tratamento conservador (que não precisa de cirurgia é indicado para lesões degenerativas ou aquelas traumáticas agudas de pequena extensão (<0,5cm para lesões completas e <1,0cm nas incompletas) e estáveis (desvio <0,3mm). Nos demais casos de lesões sintomáticas e instáveis, o tratamento cirúrgico ganha mais preferência.

 

Como é feito o Tratamento Cirúrgico? Existem muitas técnicas cirúrgicas. As que mais ganham destaque são: 

- Meniscectomia / Meniscoplastia: A técnica consiste em retirar tecido de forma a deixar uma borda circular na parte interna do menisco;

- Sutura de Menisco: “costurar o menisco” com auxílio de “pontos”. É mais indicada em lesões longitudinais, instáveis, periféricas e recentes (até 2 meses após o trauma).

 

 

Após a cirurgia, em quanto tempo retorno às minhas atividades? Logo após a cirurgia, o paciente já inicia a reabilitação fisioterápica. Quanto mais rápido o paciente recuperar a força e o controle muscular, assim como a amplitude de movimento, mais rápido ocorre o retorno a suas atividades. Contudo, a recuperação depende muito do tipo de lesão e da técnica utilizada. Por exemplo, após uma meniscectomia, se o paciente não tiver nenhuma lesão associada, o retorno geralmente ocorre entre 3 a 6 semanas após a cirurgia. Já nos casos que foram feitas suturas, o paciente passa cerca de 4 semanas sem apoiar o pé no chão e recuperação pode demorar mais de 4 meses.

 


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